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Saúde de qualidade - Luciano Trombini

17/07/2012

Jornal > Nosso Colaborador

ANO 117 Nº 291 - PORTO ALEGRE, TERÇA-FEIRA, 17 DE JULHO DE 2012

Saúde de qualidade

Luciano Trombini

É indiscutível que quando o assunto é saúde devemos primar pela qualidade. Em meio a tantas mudanças ocorridas (impostas) na área da saúde, mais especificamente no que se referem à atuação médica, algumas questões me preocupam profundamente e deveriam ser motivo de preocupação de toda a sociedade. Basta refletirmos: "Que médico gostaríamos que cuidasse da nossa saúde e da saúde da nossa família?".

Hoje, o sistema de saúde brasileiro enfrenta inúmeros problemas relacionados à contratação de profissionais. O governo nunca investiu em concursos públicos e planos de carreiras que fixassem os profissionais nos serviços públicos de saúde, principalmente nas regiões mais distantes dos grandes centros urbanos, onde a falta de profissionais, especialmente médicos, é mais acentuada.

Como forma de tentar amenizar estes problemas, o governo tem tomado como medida a criação de novas escolas médicas, para, seguindo uma lógica de mercado, aumentar a oferta de profissionais no mercado, facilitando assim a sua contratação.

Contudo, essa formação médica é um processo complexo. Diferente da maioria dos cursos de graduação, nos quais uma sala de aula e um professor bastam para capacitar o indivíduo para atuar no mercado de trabalho, para formar um médico devidamente capacitado para prestar assistência à saúde é preciso uma série de elementos, tais como profissionais devidamente capacitados para atuação docente, laboratórios, unidades básicas de saúde preparadas para receber atividades de ensino, hospitais com infraestrutura, equipamentos e materiais de assistência e ensino, dentre tantos outros.

Infelizmente, sabemos que essa é uma realidade pouco comum no Brasil. O que deveria ser a regra é a exceção. O que se vê é a precariedade do sistema de saúde, com hospitais sucateados sem condições de prestação de serviços e atividades de ensino. Criar novas escolas médicas nesse cenário é no mínimo uma atitude irresponsável e inconsequente, tendo em vista que a qualidade dos profissionais é um aspecto primordial quando se trata de cuidados em saúde.

Diretor do Departamento Universitário da Amrigs.

 

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