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Mensagem para o Dia do Médico - João Carlos Simões

16/10/2015

Mensagem para o Dia do Médico.

                             “ O melhor instrumento do médico é sentar-se e ouvir o paciente.”                                                                                                                     ( Gregório Marañon)                                                                           

O primeiro contato do médico com o seu paciente deve ser um aperto de mãos.

Depois saudação de boas-vindas, gesto de hospitalidade e acolhimento.

Sinal de disposição de aceitar alguém em sua qualidade de ser humano, de semelhante.

Lewis Thomas referia que o tato é o elemento mais eficaz da arte da medicina.

O tato é meio de se conseguir significativas visões íntimas.

Galeno foi o primeiro analisar o ritmo do coração pelo pulso. Hoje quase ninguém toma o pulso do paciente com a acurácia necessária.

Os médicos não deveriam jamais instilar incerteza e receio no paciente.

Os médicos têm de ser generosos com os pacientes e com os seus colegas.

Por que os médicos pintam quadros tão sombrios?

A mais elementar psicologia ensina que o medo é a via errada para motivar um comportamento construtivo. Conversas desse tipo dissipam a esperança.

Quando o medo predomina perece a capacidade de tomar decisões inteligentes.

Os pacientes são vulneráveis às palavras do médico. Elas podem ser um bálsamo ou cortar como um bisturi doloroso.

O afã de diagnosticar o incurável, de tratar o intratável, de prognosticar o imprevisível não somente é uma forma de arrogância como destapa a caixa de Pandora, com consequências perigosas.

Os pacientes têm fome de solidariedade o que se ministra com palavras e afetividade.

Não custa nada dizer ao paciente que tudo vai dar certo.

O médico fiel à vocação tem fome de certeza, embora esteja mergulhado na dúvida. Contudo a dúvida não pode retardar a urgência de tratar e a necessidade de curar.

A essência do genuíno profissionalismo é agir mesmo quando não há o conhecimento adequado sobre o caso.

Robert Lown escreveu que a arte de curar exige um relacionamento baseado na igualdade – elemento-chave no relacionamento paciente-médico – e respeito recíproco.Não é automaticamente concedido por nenhum dos dois lados: precisa ser conquistado.

 Sem respeito, o médico não ganha a confiança dos pacientes.

 “Curar as vezes, aliviar frequentemente, confortar sempre.” - representará eternamente a missão da medicina.

João Carlos Simões

Professor Titular de Oncologia do curso de Medicina da FEPAR

 

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