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Curso de Medicina da FAMEG

14/03/2011 22:31:52

Diario Político

Marisa Gibson
mgibson@dabr.com.br

Uma outra guerra

Enquanto os royalties do pré-sal concentram a atenção de todos os parlamentares no Congresso Nacional, uma outra queda de braço vem sendo travada, mas sem holofotes, com o ministro da Educação, Fernando Haddad, sobre a Faculdade de Medicina de Garanhuns - Fameg, fechada recentemente por não ser reconhecida pelo Conselho Federal de Educação. Funcionava só com o reconhecimento do Conselho Estadual de Educação. Quem estudava lá ficou a ver navios, embora o ministro Eros Graus, do Supremo Tribunal Federal, e um parecer da Advocacia Geral da União tenham garantido o direito de quem prestou vestibular, mas é preciso que se recorra à Justiça para fazer valer esse direito e se transferir para outras faculdades.

O Ministério da Educação mantém-se intransigente em não permitir o funcionamento da Fameg, a pretexto de exigências administrativas e burocráticas, e não admite sequer vistoriar as instalações da faculdade para não ficar criado o precedente. Como alternativa, deputados pernambucanos, entre os quais Inocêncio Oliveira (PR) e Fernando Ferro (PT), sugeriram ao reitor da Universidade de Pernambuco - UPE, Carlos Calado, a criação e a estadualização de campus universitários em Garanhuns e em Será Talhada, viabilizando os cursos de medicina nos dois municípios, como extensão da Faculdade de Ciências Médicas, da UPE, que funcionaria como a unidade "mater". Para isso, há uma emenda de bancada no valor de R$ 20 milhões em favor da UPE, subscrita por Inocêncio Oliveira, Eduardo da Fonte (PP) e Paulo Rubem Santiago (PDT), que seria suficiente para manter a extensão e estadualização dos campus. Agora, para que isso saia do papel e funcione é que são elas. Será preciso uma movimentação bem maior, além da garantia de que os cursos obedecerão aos critérios exigidos pelo Ministério da Educação. Deputados, professores e estudantes envolvidos na questão pedem o apoio do governador Eduardo Campos e do presidente Lula, levantando a bandeira da interiorização do ensino superior - lema dos dois governos. Sobre isso, sempre vale lembrarque o ex-deputado Osvaldo Coelho (DEM) passou mais de 25 anos tentando implantar uma universidade em Petrolina e conseguiu já no governo Lula.

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