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Ensino Médico em Espanha

ESPANHA tenta limitar entradas em Medicina

30/06/2008 22:10:14

Educação na Espanha

Alteração de prazos impede alunos portugueses de concorrer

Pais acreditam que medida visa proteger estudantes espanhóis

A Espanha alterou os prazos de pré-inscrição nos seus cursos universitários, o que na prática torna incompatíveis os actuais calendários escolares espanhol e português. Segundo noticiou o semanário Sol na sua edição de ontem, muitos estudantes portugueses que tencionavam inscrever-se este ano nos cursos de Medicina espanhóis, poderão não o conseguir fazer. A inscrição em Espanha passou a ser a 4 de Junho, mas a nota dos exames em Portugal - essencial para a candidatura - só sai a 7 de Julho.

Albino Almeida, presidente da Confederação das Associações de Pais (Confap), pensa que a mudança de calendários de pré-inscrição possa estar ligada "à pressão" exercida pelos estudantes portugueses nos cursos de Medicina em Espanha e às acusações de que estes "estariam a tirar o lugar aos espanhóis".

O ano passado, meia centena de alunos portugueses começou em Outubro a frequentar o primeiro ano do curso de Medicina da Universidade de Santiago de Compostela (USC), na Galiza, após meses de protestos de pais e estudantes espanhóis à "invasão lusa". Acusavam os portugueses de "roubarem" as vagas, 50 num total de 300. Isto porque em 2007, pela primeira vez, os alunos portugueses passaram a concorrer directamente pelas vagas em Medicina na USC e sem as habituais provas de linguística.

Pais e alunos espanhóis excluídos apelaram à reitoria para que os candidatos que não realizaram prova de língua castelhana não fossem admitidos, o que inviabilizaria a entrada de portugueses. As queixas não vieram apenas de alunos, mas também das autoridades regionais, que pediram novos "filtros". Na altura, o reitor da USC recusou-se a blindar o acesso.

É neste contexto que surge a antecipação da data de pré-inscrição, o que leva a confederação a falar em "pressão".

A Confap não sabe quantos estudantes portugueses procuram este ano cursos em Espanha, mas Albino Almeida disse ao DN que o "fenómeno está a aumentar" e que muitos jovens estudam castelhano durante o secundário, na antecipação de uma futura matrícula em universidades espanholas. Em algumas regiões, o número de estudantes do secundário que escolheram aprender castelhano duplica anualmente. Muitos deles vão para a universidade em Badajoz ou Salamanca e o curso de Medicina é um dos preferidos. A média de entrada em Medicina, em Portugal, é substancialmente mais alta do que em Espanha, pelo que nos últimos anos muitos estudantes portugueses tentaram aceder aos cursos, inflacionando a respectiva média de entrada.

Fonte: DN Online

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