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Ensino Médico em Portugal

PORTUGAL: Sócrates quer mais médicos

26/07/2008 21:14:06

Sócrates quer mais médicos  
 
24-07-2008 19:19:00
 
O primeiro-ministro fez-se acompanhar de dois ministros para anunciar curso de Medicina no Algarve. “O curso não é importante só para o Algarve, é importante para o país”, garantiu José Sócrates.

Numa apresentação pública que decorreu no Campus de Gambelas da Universidade do Algarve, José Sócrates fez-se rodear de Ana Jorge, ministra da Saúde, e de Mariano Gago, ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, para fazer a “surpresa” que alguns órgãos de comunicação tinham conseguido furar.

Na agenda do primeiro-ministro constava apenas uma palestra sobre “Parcerias Estratégicas na Saúde”, mas no aparato multimédia que tem caracterizado as apresentações públicas do Governo (recorde-se as recentes apresentações do Hospital Central de Faro e do programa Polis) o que mais se via era “Curso de Medicina do Algarve”.

Visivelmente bem-disposto, Sócrates associou-se ao triunfo dos algarvios. Rejeitou as palmas – o Governo só fez aquilo que lhe competia – e remeteu os louros para a Universidade do Algarve e Universidade Nova de Lisboa.

“Eu tive de ouvir as reclamações de muitos dos que aqui estão, aquando da derrota há 2 anos, quando o curso foi chumbado. Mas vocês reagiram como as pessoas nobres não choramingando, não criticando, mas fazendo melhor. Aqui está o prémio para quem se empenhou e vê reconhecida pela Comissão de Avaliação Internacional o seu curso”, afirmou.

Segundo o primeiro-ministro a aprovação de um novo curso de Medicina no Algarve decorre da importância que tem para o país e da sua qualidade, não tendo como objectivo "satisfazer uma região".

"[O curso] é aprovado porque é inovador, tem qualidade e vai contribuir para melhorar a educação de Medicina no país".

O curso começará a funcionar em Setembro de 2009 e terá uma duração de quatro anos, na sequência de um primeiro ciclo de três anos de licenciaturas em ciências relacionadas com a saúde, como Bioquímica, Biologia, Ciências Biomédicas e Medicina Dentária.

O novo curso de Medicina da Universidade do Algarve será o primeiro a destinar-se exclusivamente a alunos já licenciados nestas áreas.

Segundo a ministra da Saúde, Ana Jorge, o curso só foi possível através da articulação de várias entidades para além da Universidade, tais como A Administração Regional de Saúde, O Hospital Central de Faro, o Centro Hospitalar do Barlavento Algarvio, o Grupo de Médicos de Medicina Geral e Familiar ou a Associação de Diabéticos de Portugal.

De acordo com a responsável,no ano lectivo 2008/2009 ingressarão 1.614 novos estudantes nas faculdades de Medicina do país.

Entre 2004 e 2008 o número de vagas cresceu de 1.185 para 1.614, o que significa um aumento de 429 lugares nos cursos de Medicina, frisou Ana Jorge, admitindo que o país precisa de tomar medidas para resolver a falta de médicos.

Recordando as críticas de que o Governo (socialista) de que fez parte foi alvo aquando da criação dos cursos de Medicina nas Universidades do Minho e Beira Interior em 1998, José Sócrates sublinhou que no Algarve a formação de médicos vai ser "ainda mais rápida".

"[O novo curso] responde ao problema do número de médicos no país e resolve mais rapidamente do que criar um novo curso de Medicina", afirmou, acrescentando que dentro de cinco anos sairão da Universidade do Algarve os primeiros médicos.

Mariano Gago, ministro do Ensino Superior não resistiu a revelar que grande parte da família, oriunda do Algarve, foi dizimada pela pneumónica de 1919, devido à falta de condições de assistência médica, algo que o faz ter bem presente o valor destes profissionais e a necessidade deste curso.

*com Lusa

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