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Saúde na Amazônia

Falta médico na Amazônia

31/07/2008 15:24:20

29/04/2008 - 21:08

FALTA MÉDICO NA AMAZÔNIA



São Paulo , Paraná e DF atraem
mais médicos que a Amazônia



MONTEZUMA CRUZ
AGÊNCIA AMAZÔNIA


BRASÍLIA – Prefeitos e secretários de saúde vão continuar pedindo médicos em 2008. Apenas 21,53% de todos os médicos no País se transferiram para localidades diferentes daquelas onde se formaram. São Paulo é o estado que mais recebeu profissionais de outros locais, seguido do Paraná e do Distrito Federal. A fixação de profissionais em grandes centros nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste inviabiliza o preenchimento de vagas na Amazônia. No entanto, quem trabalha na região tem queixa: faltam condições de trabalho. Os salários iniciais, pelo menos para o atendimento de pacientes do Sistema Único de Saúde, estão acima de R$ 6 mil mensais.

O estudo sobre a migração médica, feito em 2007 pelos pesquisadores José Cássio de Moraes, Paulo Henrique D'Ângelo Seixas e Aniara Nascimento, faz parte do Projeto MigraMed, do Observatório de Recursos Humanos em Saúde de São Paulo (ObservaRHSP*), entidade apoiada pela Organização Panamericana de Saúde. A fixação de profissionais nesses grandes centros se deve ao local da residência médica. Os percentuais encontram-se entre 70% e 80% para a maioria dos estados, revela Seixas.

O MigraMed tem duas fases: na primeira, apurou dados e investigou as razões da movimentação dos médicos, com base nos dados ativos do Conselho Federal de Medicina e dos residentes registrados na Comissão de Residência Médica. Aí São paulo aparece como o estado de menor percentual de movimentação, com apenas 3,09%. Mato Grosso, Tocantins, Pará e Paraíba apresentam as maiores taxas, em torno de 45%.

Na próxima fase, em parceria, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA) e o Observatório de Recursos Humanos da Universidade de Brasília (UnB) farão a análise socioeconômica da movimentação médica, em busca de elementos que a orientem. Os dois órgãos farão entrevistas telefônicas com uma amostra de profissionais que apresentaram alguma movimentação ao longo da carreira, identificando em suas declarações as causas para a migração.

(*) Observa RHSP é formado por parceria entre a Secretaria de Saúde de São Paulo; o Centro de Estudos Leopoldo de Ayrosa Galvão, do Departamento de Medicina Social da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo; e o Centro de Estudos em Saúde da Easesp/FGV.
 


O que os conselhos
querem fazer em 2008

BRASÍLIA – As queixas dos médicos em atividade na Amazônia se repetem. Praticamente, eles prevêem para 2008 momentos de dificuldade se o setor não receber investimentos financeiros e de pessoal. À exceção de Roraima, que deu vez a estudantes nos cursos destinados a médicos, a palavra fiscalização aparece mais nos relatórios. Pouco ou nada se diz a respeito de mutirões de saúde que poderiam ser feitos com a participação dos governos estaduais. Está previsto para maio próximo, em Boa Vista (RR) um encontro de médicos do Norte e do Centro-Oeste. 

A Agência Amazônia apresenta um resumo da situação:

■ Em Rondônia, o Conselho Regional de Medicina anuncia para 2008 a continuidade das ações de 2007. Ou seja, voltará a fiscalizar e combater irregularidades nos centros de saúde de Porto Velho, a capital do estado, onde apenas a Policlínica Ana Adelaide oferece condições de trabalho satisfatórias. A entidade cobra investimentos da Prefeitura.

■ No  Acre, os médicos reivindicam "dignidade e tranqüilidade que não se resumem ao ganho financeiro, mas às condições de trabalho, estudo e aperfeiçoamento técnico".

■ Os 16 municípios do Amapá foram visitados pelos conselheiros do CRM. Neste ano, eles prosseguirão a fiscalização e cobrarão melhores condições para o trabalho médico.

■ O CRM do Amazonas contabilizou em 2007 um volume de 166 denúncias, 136 sindicâncias instauradas, 97 sindicâncias arquivadas, três conciliações, 29 processos instaurados, oito julgamentos, e diversas fiscalizações hospitalares.

■ Em Mato Grosso o Programa de Educação Médica Continuada levou para o CRM médicos do interior em busca de atualização profissional. A entidade se aproximou de outras, em busca de integração profissional na área da saúde: "Médicos, enfermeiros, psicólogos, nutricionistas, fisioterapeutas ou qualquer outro profissional têm suas funções interrelacionadas e todos têm como objetivo final o bem-estar do paciente", diz o documento.

■ O Pará também fiscalizou o exercício da profissão nas macrorregiões, em 28 municípios. Negociou com a cooperativa médica da Unimed em Belém o pagamento de R$ 45 por consulta.

■ Educação médica continuada e fiscalização do exercício da medicina foram as preocupações dos médicos em Roraima no ano passado. Depois de dois encontros – de ética profissional e médico-acadêmico – o CRM promoveu o primeiro curso de eletrocardiograma no estado, com a participação da classe médica e dos estudantes de medicina. O desafio para 2008 será o encontro dos profissionais das regiões Norte e Centro-Oeste.

■ No Tocantins, além da construção da sede própria com 1.350 metros quadrados, o CRM pretende fortalecer a instituição, promovendo concursos e reciclagem. Em 2007, a Educação Continuada permitiu a atualização de 40 médicos. (M.C.)

Fonte:Montezuma Cruz - Agênciaamzônia é parceira do Gentedeopinião.

 

Fonte: 29/04/2008

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