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Ensino Médico em Cuba

Os médicos de Cuba

28/02/2006 21:59:20


Nota do Coordenador do Site Escolas Médicas: Este Editorial foi publicado pelo O Estado de São Paulo em março de 2004. Entendemos necessário transcrever em NOTICIAS pois, apezar da data em que foi publicado, NADA MUDOU NO ENSINO MÉDICO EM CUBA - e lá estão cursando medicina cerca de 500 brasileiros. Fidel Castro oferece anualmente e gratuitamente ao PT 50 vagas. A primeira turma formou-se ano passado.


Os estudantes brasileiros que cursam Medicina fora do Brasil enfrentam, na volta, dificuldades para validar seu diploma. As barreiras sempre foram as mesmas: a baixa qualidade de alguns desses cursos - que aceitam matrículas de estrangeiros às centenas - e sérios problemas de compatibilidade com os currículos da área médica no Brasil. As provas realizadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) são rigorosas, adaptadas às exigências da formação do médico no Brasil e nunca se atribuiu qualquer laivo de xenofobia a esses exames. Desse modo, jovens brasileiros formados, por exemplo, no Peru, Portugal, Argentina, Bolívia e Cuba prestam esses exames, para poder exercer a profissão no País. Eventualmente, antes de fazer o exame, o médico diplomado no exterior é obrigado a complementar sua formação, cursando disciplinas que não teve na sua escola de origem. Agora, o governo cogita de mudar o sistema de validação de diplomas estrangeiros, dispensando do exame do CFM os médicos formados em Cuba.

Arsênio Becker, chefe da Divisão de Assuntos Internacionais da Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação, explica por que se deve dar privilégios exclusivos para os médicos formados em Cuba: "Há razões ideológicas e políticas: o presidente Lula é amigo de Fidel." Ah, bom! Mas Becker assegura que também existem razões "técnicas" para o privilégio.

Segundo ele, o médico formado em Cuba recebe "orientação dirigida à medicina familiar e isso é da maior importância para o País, especialmente para as cidades do interior". Para acelerar a validação dos diplomas cubanos, sem exame, missão chefiada pelo médico Samuel Goihman, da Universidade Federal de São Paulo, visitou Cuba e garantiu que o médico que estuda na ilha "sai muito bem formado". Com apenas duas ressalvas: os alunos não aprendem nada sobre o sistema de saúde do Brasil e nem sobre as doenças, já erradicadas em Cuba, mas que continuam acometendo brasileiros.

Para sanar esses "probleminhas", a missão sugere que o governo brasileiro custeie aulas de complementação que seriam oferecidas durante os cursos, em Cuba. De qualquer forma, Becker acredita que o novo modelo de validação dos diplomas cubanos possa entrar em vigor ainda neste semestre.

A maioria dos estudantes brasileiros que cursam Medicina fora do País o fazem por não conseguir passar nos concorridos e apertados vestibulares nacionais. Nada justifica o privilégio da isenção do exame de validação e muito menos que o governo gaste uma fortuna para pagar professores que completem, em Cuba, a formação desses médicos.

Existem, de fato, sérias deficiências de formação nos cursos de Medicina oferecidos para estrangeiros em Cuba. No ano passado, os 83 candidatos à revalidação do diploma de Medicina obtido na ilha que prestaram exames no Rio Grande do Sul e os 67 que foram avaliados na Universidade de Maringá foram reprovados. Na ocasião, como denunciaram o Conselho Regional de Medicina e a Associação Médica do Rio Grande do Sul, tentou-se a "mágica" de estabelecer um convênio de registro recíproco de diplomas de graduação entre o Brasil e Cuba. A manobra não deu certo.

Agora, pretende-se cancelar o exame do CFM. Caso o absurdo privilégio seja concedido, conviria vir com a obrigação legal da exibição de um aviso, nos consultórios dos profissionais beneficiados: "O Ministério da Saúde adverte: esse médico foi formado em Cuba."

Fonte: Editorial de O Estado de São Paulo

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