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"Novos médicos" pela Universidade Minho

08/03/2009 00:56:30

 

Medicina: "Novos médicos" pela Universidade Minho sem medo da hegemonia de Coimbra, Lisboa e Porto

2007-07-31

lusa

Emília Monteiro, Agência Lusa (COM FOTOS) 

Braga, 31 Jul (Lusa) - Cinquenta jovens terminam hoje na Escola de Ciências da Saúde, Braga, a licenciatura em Medicina. São os primeiros médicos a "sair" da Universidade do Minho e, tal como os da Universidade da Beira Interior, Covilhã, quebram a hegemonia das "tradicionais faculdades" de Medicina do Porto, Lisboa ou Coimbra. 

Contentes por serem os primeiros e sem medo da reacção dos outros licenciados que terminam o curso nas universidades onde há mais anos existe Medicina, os alunos pioneiros na universidade minhota dizem só querer "trabalhar". 

Trinta e seis mulheres e catorze homens apresentam hoje os últimos trabalhos para a conclusão da licenciatura. Depois das férias, será altura para estudar para novo exame, desta vez para escolher a especialidade médica que pretendem seguir.  

"Tanto a universidade como os hospitais de Braga e de Guimarães fizeram um grande investimento em nós. Não só por sermos os primeiros alunos mas também porque a Escola de Ciências da Saúde vai ficar conhecida pela formação humana que dá aos futuros médicos", disse à Lusa Paula Fidalgo. 

Aos 24 anos, esta filha de um médico que não seguiu os conselhos da família e foi "mesmo para medicina", está indecisa entre Oncologia e Medicina Interna. "Quero trabalhar num hospital, de preferência, central. Só vou para um hospital do interior se tiver mesmo que ser", garante.  

"Além de ter a família em Braga, há mais investigação e mais meios nos hospitais centrais", explica Paula. 

Pedro Morgado, 23 anos, é outro dos finalistas. Na dúvida entre Psiquiatria e Medicina Interna, Pedro, natural de Bragança, lutou durante todo o curso "contra o preconceito de que só os alunos com dinheiro é que estudam medicina". 

Agora, licenciado, as questões económicas voltam a ser tema de discussão: "Vou trabalhar e ser pago por isso. Não vou fazer beneficência". 

"No início, algumas pessoas e algumas instituições torciam o nariz ao curso de Medicina em Braga. Tudo que é novo cria receio aos poderes instituídos", frisa Pedro Morgado. 

Ensinados a "tratar doentes e não doenças", a "ver o contexto social e familiar das pessoas e não apenas os exames clínicos", os primeiros licenciados em Medicina em Braga não se cansam de realçar a vertente "humanista" do curso.

De tal forma, que todas as tardes de quarta-feira eram gastas em iniciativas "culturais ou sociais", os chamados "domínios verticais". "Tínhamos sempre iniciativas para realizar", diz Morgado.

Entre essas iniciativas, alguns estudantes incluíram "fazer campanha pelo Sim no referendo pela Despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez". Pedro Morgado foi um deles.

"Tenho a certeza que a grande maioria dos licenciados na Escola de Ciências da Saúde não será objector de consciência", diz à Lusa.

Este ano lectivo, mais cem futuros médicos começam a ter aulas. Vão estrear o novo edifício que a Universidade do Minho construí só para Medicina e que será inaugurado em Outubro.

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