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Ensino Médico em Cuba

Diploma de Cuba não é aceito

18/05/2009 17:06:39

 
16/03/2009 - 11h38min

Diploma de Cuba não é aceito

Fonte: Jornal de Londrina

 

16/03/2009 - Médicos londrinenses formados em Cuba estão encontrando várias dificuldades para revalidar o diploma de medicina e poder exercer a profissão no Brasil. No Paraná, as três universidades credenciadas pelo Ministério da Educação (MEC) para processar e conceder a revalidação de diplomas de graduação, Universidade Estadual de Londrina (UEL), Universidade Estadual de Maringá (UEM) e Universidade Federal do Paraná (UFPR) estão com o processo suspenso por período indeterminado.

A maioria dos brasileiros que recebem bolsa do governo cubano para estudar medicina vem de famílias de baixa renda, normalmente ligados a movimentos sociais ou partidos políticos. É o caso de Odarlone Santos de Souza, 28 anos, morador da periferia de Londrina, que ganhou a bolsa em 2001 por ser ligado ao movimento estudantil da época. “A minha realidade não permitiria cursar uma faculdade integral no Brasil por causa dos altos custos”, conta. Além do ensino gratuito, Souza recebeu alimentação, alojamento, material didático e uniforme, tratamento médico e ajuda de custo mensal correspondente ao salário mínimo local. Tudo custeado pelo governo cubano.

Mas, quando retornou ao Brasil, o londrinense começou a encontrar várias dificuldades para revalidar o diploma de médico e obter a autorização para exercer a profissão no País. “Não temos nem a possibilidade de entregar os documentos nas nossas universidades”, reclama. Souza diz que mais de 10 médicos estão na mesma situação só no Paraná.

Graduado em julho de 2006, o paranaense Adriano de Oliveira Carneiro, 30 anos, voltou ao Brasil e, desde então, já procurou várias universidades em todo o País para tentar revalidar o diploma de médico, mas não obteve sucesso. “Já gastei mais de R$ 20 mil com viagens, documentação, inscrições e até agora só consegui fazer uma prova”, conta. Quando ganhou a bolsa do governo cubano, Carneiro sabia que teria de fazer a revalidação do diploma no Brasil.

“O que eu não imaginava é que encontraria tantas limitações para conseguir solicitar o processo”, reclama.

Segundo o MEC, todas as universidades públicas que ministrem curso de graduação, reconhecido na mesma área de conhecimento ou em área afim, têm competência para realizar os procedimentos de revalidação de diploma estrangeiro.

Universidades não fazem revalidação

A coordenadora do colegiado de medicina da UEL, Evelin Ogatta Maraguchi, diz que, devido a uma resolução interna, a universidade não está mais realizando o processo de revalidação do diploma. “O profissional pode fazer mestrado ou especialização desde que não tenha contato direto com pacientes”, afirma.

O coordenador do curso de medicina da UEM, Roberto Zonato Esteves, argumenta que a universidade tem feito suspensões anuais do processo. “Nós estamos esperando um consenso das entidades médicas para unificar o procedimento e critérios únicos de avaliação”, justifica. A última revalidação processada pela UEM, segundo o coordenador, foi em 2001.

A Universidade Federal do Paraná (UFPR) é a única paranaense que oferece inscrições para revalidação de diploma estrangeiro, mas, atualmente, está com as atividades suspensas. “Estamos passando por uma reforma curricular e o serviço está suspenso desde 2006”, afirma a secretária da coordenação do curso de medicina, Eloísa Maria da Silva Souza. Associação médica pede mais rigor

A Associação Médica Brasileira (AMB) divulgou nota defendendo que o sistema de validação do diploma comprove, por meio de avaliação de equivalência curricular e mediante exame de conhecimento, se os candidatos têm competência ou não para cuidar da saúde da população brasileira. E condenou a Subcomissão de Revalidação de Diplomas criada por portaria interministerial dos ministérios da Saúde e da Educação, em fevereiro. Para a entidade, a subcomissão irá facilitar o processo de validação do diploma.

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