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Portugal: Bastonário dos Médicos critica aumento de vagas a Medicina só para licenciados

17/07/2009 12:00:51

 
Pedro Nunes diz que se está a privilegiar grupos profissionais
 
 
Bastonário dos Médicos critica aumento de vagas a Medicina só para licenciados 
11.07.2009 - 23h59 Clara Viana

 

Há mais 168 vagas para Medicina do que aquelas que foram abertas para o ano lectivo 2008/09, mas pela primeira vez todas elas se destinam a estudantes já titulares de uma licenciatura, para os quais foi criado um concurso especial de acesso.

“Noventa por cento dos admitidos no ano passado, neste concurso, na Faculdade de Medicina de Lisboa eram da mesma licenciatura”, acusa o bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, em declarações ao PÚBLICO. O responsável escusou-se a especificar qual, mas frisa que estão a ser privilegiados, no acesso, determinados grupos profissionais, o que considera ser “inaceitável”.

O concurso está ser utilizado como uma “porta dos fundos por onde se está a resolver situações que não tiveram saída pela porta principal”, acusa. Entre estes candidatos há também estudantes que não tiveram média, foram fazer um dos cursos de Medicina no estrangeiro já adaptados a Bolonha (três anos) e depois voltam para fazer mais três anos cá (em Portugal continuam a ser seis anos).

Segundo Pedro Nunes, impõe-se que o Ministério do Ensino Superior intervenha, fixando critérios de acesso uniformes. “Não deve ser dado este espaço de manobra às faculdades.”

Das 295 vagas abertas na Faculdade de Medicina de Lisboa, 35 são para licenciados. Este ano concorreram mais de 600. A possibilidade de qualquer licenciado ter acesso a um curso de Medicina foi aberta com um decreto-lei aprovado em 2007, de modo a “garantir a diversidade do percurso académico e educativo dos candidatos” a esta formação.

Compete às faculdades fixar os requisitos no que respeita a licenciaturas anteriores. Por exemplo, a Faculdade de Medicina do Porto estabeleceu que só podem ser candidatos licenciados que demonstrem possuir formação científica nas áreas de Biologia, Física, Matemática e Química. Já a Faculdade de Medicina de Lisboa fixou que o candidato deve apenas ser titular de uma licenciatura ou mestrado integrado. Muitos destes candidatos podem ainda entrar para anos avançados.

A nova Faculdade de Medicina do Algarve, que abre este ano lectivo com 32 vagas, destina-se apenas a já licenciados. O bastonário diz que é “um absurdo”. À Lusa, o director da nova instituição resumiu assim o que são, para si, os traços essenciais na personalidade de um médico: capacidade intelectual acima da média, saber comunicar e enfrentar situações inesperadas e conseguir executar tarefas práticas.

 

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COMENTÁRIOS:  PPB, Powhatan, USA

Pois é... nos EUA ninguém entra para Medicina Humana, Veterinária, etc. sem já ter terminado o College (e mesmo assim é bem difícil). São cursos de muitíssima responsabilidade que requerem uma vontade acima da média. Não se pense que para tirar um curso destes é necessário ser "Einstein" (aí se queda muitas vezes o erro)! Agora... alguém como o André de Lisboa que ainda é estudante e já trata as pessoas (de quem irá cuidar um dia quer goste quer não) como "Zé Povinho" (mesmo que as suas origens sejam humildes como refere) demonstra bem que tipo de profissionais estamos a formar! Que saudades dos médicos que não tratavam os seus pacientes de "cima para baixo"... Isto de olhar só para os números tem que mudar rapidamente senão nunca mais saímos da "cepa torta". A experiência de vida é algo que não se estuda, conquista-se!
 
13.07.2009 - 13h12 - Anónimo, Évora
Meus amigos, por mais que todos tenham más experiências com médicos e por mais que queiram avidamente criticar essa classe, leiam a notícia com calma e isenção: o bastonário critica que se abram apenas vagas para licenciados em detrimento de se abrirem mais vagas para os alunos que transitam do 12º ano, é apenas isso. Ou seja, está a criticar que o aumento de vagas não seja um aumento "real", seja facilitar a entrada no curso a quem já tem um curso anterior, em vez de possibilitar que mais alunos do 12º ano tenham hipótese de entrar. Já agora, como o André de Lisboa frisou (num estilo que não lhe fica nada bem) há um mal-entendido permanente em relação às "notas de entrada" em medicina: se num ano ninguém quiser ir para medicina, a nota é zero. Se num ano todos os que concorrerem tiverem 15, a nota é 15. Ou seja, ninguém fixa a nota. O que acontece é que há tanta gente a querer preencher aquelas vagas (cada qual com a sua motivação pessoal, e isso não diz respeito a mais ninguém), que a nota necessária para ser um dos inscritos naturalmente é muito alta. É a lei da oferta e da procura. Não são corporativismos nem lobbys. São os alunos que estipulam as médias de acesso aos cursos.
 

Fonte: Publico PT

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