Escolas Médicas do Brasil

Vacaria/RS: Médicos aprovam mobilização contra escolas médicas.

 02/06/2011

 

Vacaria: Médicos aprovam mobilização contra escolas médicas

01.06.2011

 

 

Os médicos de Vacaria e Região aprovaram, em assembleia na noite desta terça (31/5), no município, documento que considera conduta antiética de médicos gaúchos que aceitarem propostas para fazer parte de projetos de criação de novas escolas médicas. Entre as situações está atuar como professor.

O SIMERS mobiliza toda a categoria para tomar uma posição que impeça a abertura de faculdades e que passe a considerar participantes dos projetos como não colegas. O presidente do Sindicato, Paulo de Argollo Mendes, alerta que o governo federal já divulgou a meta de formar mais 120 mil médicos até 2020. Para isso, aposta em abertura de escolas.

Hoje o País tem pouco mais de 350 mil profissionais. Só no Estado são cerca de 25 mil, mais que o dobro do que preconiza o Ministério da Saúde, de um médico a cada mil habitantes. Entre 2003 e 2010, houve aumento de 30% no número de cursos, que já chegam a 181, segundo maior número no mundo, perdendo apenas para a Índia (tem 262). "Temos mais faculdades que a China e os Estados Unidos", contrastou Argollo.

Segundo o dirigente, o movimento que teve aval em Vacaria será importante para derrubar a mentira de que novas escolas vão resolver o problema da falta de médicos. A mesma posição já foi aprovada por médicos de Panambi e do Litoral Norte. A próxima assembleia do Sindicato será em Palmeira das Missões, em 16 de junho.

"Os cursos atendem apenas a quem quer ganhar dinheiro, pois as mensalidades são as mais altas do mercado; e aos políticos, que usam a faculdade como moeda de voto. Mais escolas fazem muito mal à saúde da população", advertiu Argollo, que apontou como solução para garantir profissionais a criação de plano de carreira e melhoria da remuneração. O delegado regional do SIMERS, Mario Golin Costa, destacou que a postura da categoria é essencial para fortalecer qualquer atitude que a entidade poderá tomar no futuro. "Precisamos do apoio e da conscientização dos colegas".  


 


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