Escolas Médicas do Brasil

Medicina requer supervestibulandos

 28/04/2008

Dedicação extra

Medicina requer supervestibulandos

Fazer mais de um ano de cursinho e estudar mais horas que os outros candidatos são situações comuns para quem deseja ser médico

Publicado em 28/04/2008 | Marcela Campos 

O curso de Medicina é, quase sempre, o mais disputado nos vestibulares e exige dos candidatos uma dose extra de paciência e disposição. Muitos passam três ou quatro anos no cursinho e rever conteúdos, resolver exercícios e refazer provas se tornam atividades corriqueiras. “Estou no meu quinto ano de cursinho. Na primeira vez em que eu fiz o pré-vestibular, estava tão exausta que na metade do ano já não agüentava mais estudar. Agora, durante as férias, eu sinto até falta dos livros”, conta Sâmia Talise El Horr de Moraes, 21 anos, candidata a uma vaga na UFPR.

MEC cria regra para novos cursos

Se depender do Ministério da Educação, a vida dos supervestibulandos de Medicina continuará difícil. Uma regulamentação publicada no dia 14 determina que novos cursos só poderão ser abertos se a instituição tiver hospital próprio ou conveniado, outros cursos na área de saúde e professores com dedicação preferencial. O critério também vale para renovação do reconhecimento das 167 faculdades de Medicina já existentes. Os cursos ainda terão fiscalização mais rigorosa, que pode levar a diminuição de vagas e suspensão do vestibular, prometeu o secretário de Educação Superior, Ronaldo Mota.

A estudante sabe que terá de abdicar dos passeios e da televisão até conseguir entrar na faculdade. “Sempre que estou parada, em vez de ligar a TV, leio um livro ou dou uma olhada nas apostilas”, afirma a vestibulanda, cuja rotina de estudos começa às 7 horas e só termina às 23 horas, quando acabam as aulas do curso preparatório. “Estudo diariamente em casa até o meio-dia. À tarde, fico na biblioteca do cursinho revisando os conteúdos das disciplinas e, à noite, assisto às aulas do pré-vestibular. Nos sábados, tenho aulas à tarde e estudo em casa de manhã e à noite. Aos domingos, quando não tenho matérias acumuladas, aproveito para descansar”, descreve.

O estudo também foi incorporado ao dia-a-dia de Karine Mayumi Bohn, 19 anos, candidata aos vestibulares de Medicina da UEL, da UEM e da Federal. Quando chega do cursinho onde estuda pela manhã, a estudante vai direto para as apostilas. Segundo ela, a preparação inclui pelo menos cinco horas diárias de revisão das disciplinas vistas em sala de aula.

Ajuda extra

Três vezes por semana, Sâmia e Karine participam de um grupo de estudo com outros vestibulandos de Medicina. Os encontros são organizados pelo Curso Expoente, onde as duas estão matriculadas, como forma de aprofundar o conhecimento dos conteúdos. Os alunos se reúnem por duas horas diárias e resolvem questões dissertativas das disciplinas específicas exigidas no vestibular de Medicina. No fim do ano, para estimular os estudantes, a escola premia aqueles que freqüentaram o grupo com assiduidade e obtiveram notas maiores do que 70 nos simulados de múltipla escolha e maiores do que 50 nos simulados discursivos.

Outros cursinhos também promovem aulas especiais de aprofundamento e avaliações específicas para os alunos que vão prestar vestibular para Medicina. A idéia é que o estudante possa comparar o seu desempenho com o dos concorrentes, normalmente melhor preparados do que os vestibulandos de outros cursos. * * * * * * * *

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