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Educação veta curso de medicina em Franca

 14/06/2011

Educação veta curso de medicina em Franca

Unifran vai recorrer da decisão, já que universidade teve boa avaliação do MEC e Ministério da Saúde

José A. Souza/DF        14/06/2011

Uma péssima notícia para o meio acadêmico de Franca. A instalação da Faculdade de Medicina está cada vez mais longe. Após receber uma avaliação alta do MEC - Ministério da Educação e Cultura - e ótimo conceito do Ministério da Saúde os diretores da Universidade de Franca aguardavam pela licenciatura do curso para Franca, mas ele acabou sendo vetado pela Secretaria de Educação Superior, que teria alegado saturação de universidades de medicina no Estado de São Paulo. A notícia trouxe um impacto negativo para a cidade e apanhou de surpresa os diretores da Unifran. Porém, eles anunciaram que irão recorrer da decisão. 

A decisão foi divulgada pela Secretaria de Educação Superior, através da portaria 1.600 de 5 de novembro. De acordo com o decreto 5.773, alterado pelo decreto 6303 e tendo em vista o relatório da Secretária de Educação Superior (Sesu), da Diretoria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (DESUP) e COREG no 489/2009, do Ministério da Educação, conforme consta do Processo no 23000.0017127/2006- 11, Registro SAPIEnS no 20050012988, e considerando, especialmente, a ausência de necessidade social em face da existência de trinta e um cursos de Medicina no Estado de São Paulo, foi indeferido o pedido de autorização do curso de Medicina, bacharelado, pleiteado pela Universidade de Franca (situada a Avenida Doutor Armando Salles Oliveira, no 201, Parque Universitário), mantida pela ACEF S/A. 

Além de Franca, também foi indeferido o pedido de instalação do curso de medicina na Faculdade Integrado de Campo Mourão, na cidade de Campo Mourão, no Estado do Paraná, mantida pelo CEI-Centro Educacional Integrado Ltda.

A decisão foi divulgada por Maria Paula Dallari Bucci, da Secretaria de Educação Superior. 

UNIFRAN VAI RECORRER 
Ao falar sobre a decisão da Secretária de Educação Superior, o chanceler da Universidade de Franca, Clóvis Eduardo Pinto Ludovice, disse que haverá recurso. "Estamos contratando advogado especializado na área para defender a Unifran nesse episódio", disse Ludovice. Ele lastimou a decisão da Secretaria da Educação Superior.

O chanceler explicou à reportagem que a avaliação da Universidade pelos técnicos do MEC foi excelente. "Ela obteve nota cinco e ainda recebeu aprovação do Ministério da Saúde. Foi uma péssima notícia para Franca", afirmou Clovis Ludovice. 

Para o chanceler, a alegação de saturação do curso de medicina no Estado de São Paulo não é tão válida, pois mesmo sendo 31 faculdades de medicina elas não formam profissionais apenas para o Estado de São Paulo, mas para várias cidades do país. Além disso, a Unifran investiu algo em torno de R$ 3 milhões em equipamentos, prédio e consultoria para o projeto, biblioteca e laboratórios. 

"Tivemos o trabalho de uma consultoria especializada em medicina para a aplicação do curso. Ficamos surpresos com as avaliações do MEC e Ministério da Saúde, mas infelizmente a Secretaria da Educação Superior acabou vetando. Caberá a nós um recurso junto ao governo federal", disse.

   

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