Escolas Médicas do Brasil

UFMT - Diretor da Faculdade de Medicina reconhece dificuldades

 10/07/2011

Diretor da Faculdade reconhece dificuldades

GUILHERME BLATT
Especial para o Diário

O diretor da Faculdade de Medicina da UFMT, Antônio José de Amorim, explica que o aumento no número de alunos não foi a única mudança implantada no curso. As turmas que entravam até 2008 tinham aula teórica nos três primeiros anos e prática nos últimos três. Desde então, prática e teoria são distribuídas ao longo dos seis anos. "Isso gera ansiedade nos novos alunos, que querem ter tanta prática quanto os que estão formando. Falta o parâmetro com turmas anteriores". Antônio também explica que as vagas só aumentaram pelo fato de Mato Grosso ter apenas duas escolas médicas, o menor número do centro-oeste.

O diretor reconhece que o curso tem suas dificuldades. A reforma no modelo de ensino deveria ter sido acompanhada pela construção dos novos prédios e hospital da Faculdade na estrada para Santo Antônio do Leverger.

Só que as obras estão atrasadas. A primeira fase está em processo de finalização e a próxima deve ser licitada em julho, com um custo aproximado de R$ 5 milhões. Já o hospital não tem nenhuma previsão. "Eu já falei abertamente para os nossos alunos que eles não pegarão esse novo hospital", diz.

O atual prédio da faculdade tem de fato algumas limitações. Antônio mostra uma série de adaptações que foram feitas, como a transformação de auditórios em sala de aula. Mas o diretor destaca que todas as salas têm cadeiras estofadas e projetores multimídia.

Sobre a dificuldade de compra de novos materiais, Antônio mostra pedidos feitos em 2006, mas que só foram respondidos no mês passado, com prazo de 90 dias para entrega. "De certa forma, a greve dos estudantes pressionou a UFMT a tomar providências". Quanto aos professores, Amorim diz que a universidade abriu concurso, mas que muitas vagas não tiveram um único concorrente, porque o salário oferecido é muito inferior ao mercado.


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