Escolas Médicas do Brasil

PORTUGAL:- Ensino médico em Portugal tem de sofrer mudanças

 30/06/2008

Ensino médico em Portugal tem de sofrer mudanças Defendeu o director do Instituto Gulbenkian da Ciência

O director do Instituto Gulbenkian da Ciência, António Coutinho, defendeu, durante uma conferência que proferiu em Coimbra, que «é urgente reinventar a educação médica em Portugal», tendo sublinhado que os estudantes de Medicina, tal como os médicos internos, deverão dedicar mais tempo à investigação científica.

António Coutinho teceu diversas críticas ao sistema de ensino português, considerando que «as escolas médicas não podem continuar proibidas de escolher os seus estudantes», revelando-se contra o actual sistema de ingresso nas universidades, através das melhores notas obtidas nos exames e no ensino secundário.

Nesse âmbito, o cientista, citado pelo Diário As Beiras, considerou que os alunos de Medicina deveriam ser seleccionados por outros critérios, designadamente uma entrevista pessoal, ressalvando que «nos países onde foi experimentado este sistema foi um sucesso».

O director do Instituto Gulbenkian da Ciência defendeu a necessidade de alterações no ensino médico ao preconizar a adopção de um sistema que incentive os internos a dedicarem-se mais à investigação científica.

O cientista, que participou na sessão de apresentação de um protocolo de cooperação científica entre o Centro de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e o University Hospital Maastricht (Holanda) recentemente realizada em Coimbra, admitiu que «a situação poderá agora mudar», tendo em conta que está em discussão a legislação que permitirá a realização e investigação científica nos internatos médicos.

No entanto, «permitir não basta, é necessário criar incentivos para desenvolver a investigação científica», alertou o médico na sua conferência em que abordou o tema «Desafios actuais da investigação biomédica».


TAGS