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PORTUGAL: - Saúde: Lisboa e Vale do Tejo necessita de mais 120 médicos

 30/06/2008

Saúde: Lisboa e Vale do Tejo necessita de mais 120 médicos

Os centros de saúde dos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, integrados na área da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), precisariam de mais cerca de 120 médicos de família para responderem às necessidades e eliminarem as listas de utentes sem médico destacado.

A garantia foi dada ao Púbico pelo presidente da ARSLVT, António Branco, para quem a alteração da política de abertura de vagas nas faculdades de Medicina começa a criar condições para inverter o cenário de falta de médicos. No entanto, essa evolução só se fará sentir de modo mais evidente dentro de alguns anos.

«Não temos ainda esse número com rigor, mas a nossa expectativa é que, para toda a região, com mais 100 a 120 médicos conseguiríamos acabar com as listas de espera», sustenta o presidente da ARS, frisando que o problema da escassez de médicos de família se deve, fundamentalmente, à falta de médicos no mercado

«Em Portugal há um problema estrutural que tem vindo a ser resolvido, mas não na velocidade que todos gostaríamos. Em 1989 entraram nas faculdades de Medicina um pouco menos de 200 estudantes e, nesse mesmo ano, reformaram-se 600 médicos. Neste momento, estão a entrar 1300 estudantes e o número de aposentações é um pouco superior às tais 600. Agora, o saldo está a ser positivo todos os anos, mas quando um estudante entra na faculdade, só passados dez anos é que entra no mercado de trabalho como médico», explicou.

António Branco afirma que a ARS lança regularmente concursos de ingresso de médicos, como fez recentemente, mas que «as respostas são sempre inferiores às vagas existentes. Ainda estamos numa situação em que o mercado não responde às necessidades», acrescentou.


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