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PORTUGAL: Governo quer aumentar para 2.000 o número de vagas para Medicina

 30/06/2008

MEDICINA 08/outubro/2007

PORTUGAL

Governo quer aumentar para 2.000 número de vagas

O Governo quer aumentar para 2.000 o número de vagas para Medicina, anunciou esta segunda-feira o ministro da Saúde, sem avançar um prazo para atingir o objectivo. Este ano lectivo abriram 1.400 lugares para este que é um dos cursos mais «cobiçados» pelos estudantes do ensino superior.

O ministro da Saúde apelou às universidades para que criem condições para alargar o número de lugares vagos para formação médica.

«As previsões dizem-nos que as actuais 1.400 vagas anuais para cursos de Medicina em Portugal não são suficientes a curto e médio prazo. Precisávamos de 2.000 alunos nas escolas médicas», salientou Correia de Campos.

Nas licenciaturas de Medicina, abriram este ano 1.332 vagas no Continente, mais 48 do que em 2006, e 68 nas regiões autónomas, o que dá um total de 1.400 lugares, mais quatro por cento do que no ano passado.

Nestas declarações feitas na Universidade do Minho, na inauguração do novo edifício da Escola de Ciências da Saúde, onde foram entregues os primeiros diplomas a 50 licenciados em medicina, o governante avisou que é preciso colocar um travão à saída dos melhores «cérebros» do país.

«Não podemos aceitar, não é socialmente justo, que os nossos melhores intelectos sejam exportados para a Galiza, onde estão 50 alunos no primeiro ano, para duas ou três universidades da República Checa, onde estão algumas centenas, para outras escolas médicas junto à fronteira», defendeu.

Antevendo alguma contestação, o ministro da Saúde deixa um alerta: «Aqueles que reagem contra a ampliação do número de vagas no primeiro ano das escolas médicas, devem lembrar-se de pôr a mão na consciência sobre o facto de em 1986 termos tido apenas 192 alunos no primeiro ano, número que subiu para 450 em 1995».

Interrogado pelos jornalistas sobre o problema da falta de médicos em Portugal, nomeadamente nas zonas do interior, o Ministro adiantou que este problema ainda é mais notório nas zonas urbanas, onde se concentra a maioria da população.


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