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PORTUGAL - Vagas no ensino superior sobem para quase 51 mil

 30/06/2008

Vagas no ensino superior sobem para quase 51 mil - para medicina 1.614.

 


PEDRO SOUSA TAVARES
Com LUÍS NAVEs
Recordes. A oferta de vagas do superior passa a barreira mítica dos 50 mil lugares e, em declarações ao DN, o ministro diz acreditar que a procura dos alunos voltará a corresponder. O pós-laboral e os politécnicos explicam o aumento de 1505 lugares. A Medicina cresce quase 10%, para 1614 lugares

Vagas no ensino superior sobem para quase 51 mil
Pelo quinto ano consecutivo, crescem as vagas na 1.ª fase de acesso ao ensino superior público, que este ano passam nova barreira mítica, chegando às 50 777. Uma subida de 1505 lugares face ao total das duas fases de acesso do ano passado, que o Governo conta ver traduzida em novo aumento no número de inscritos.

Há um ano, os mais de 49 mil lugares colocados a concurso tiveram correspondência na adesão dos alunos, que bateram os recordes da 1.ª fase de acesso, ocupando de imediato mais de 41 mil lugares. Desta vez, em declarações ao DN, o ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, disse acreditar que assistiremos a novo máximo: "O preenchimento das vagas está sempre sujeito a variações, devido a factores como a demografia", admitiu. "Mas, no ano passado, o que verificámos é que havia uma elevada percentagem de alunos a acabarem o 12.º ano em condições de concorrerem ao ensino superior. E para este ano a nossa convicção é a mesma."

Pós-laboral em expansão

Também como há um ano, o crescimento da oferta está directamente relacionado com a aposta num regime específico, o pós-laboral, que ganha mais de 1300 vagas, para um total de 3471; e num sector em concreto, o politécnico, que com um total de 24 018 lugares esbate ainda mais a diferença (cerca de 2700 vagas) que ainda o separa das universidades.

Em relação ao pós-laboral, o ministro elogia "o esforço das instituições que, com os mesmos recursos, deram um sinal muito claro às pessoas que estão a trabalhar, dizendo-lhes que contamos com elas". Uma aposta que, "tal como sucede com os politécnicos", tenta "corresponder à maior procura", e que será "para manter" no futuro.

Sempre muito procurada, a Medicina cresce também 8,3% num ano, para 1614 lugares, distribuídos pelo concurso nacional de acesso (1489) e pelo concurso para licenciados (125). No global das vagas por área de formação, cada vez mais dominadas pelas ciências e tecnologias (17 117), nota-se uma tendência para a estabilização da oferta, com o fim das grandes quebras, como na Educação, que chegou a perder 500 vagas/ano e desta vez cai apenas 20.|

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