Escolas Médicas do Brasil

Alunos da Unifesp querem melhores condições de ensino

 09/09/2008

Alunos da Unifesp querem melhores condições de ensino

Nesta segunda (8), o MEC classificou a instituição como a melhor do país.
Mesmo assim, estudantes reclamam da falta de infra-estrutura.

Um dia após ser considerada a melhor universidade do país em ranking do Ministério da Educação (MEC) , a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) enfrenta protestos. Universitários dos diferentes campi da instituição, acampados na porta do campus da capital, protestam por melhores condições de ensino.

Eles não concordam com a avaliação do MEC: “No campus de Guarulhos falta professor, falta biblioteca, nós não temos bandejão, não temos acesso, não temos moradia. O curso de educação física em Santos não tem nem quadra. Eles não têm uma bola”, diz Tales Bernardes, aluno de ciências sociais. 

Muitos alunos do campus da Unifesp na capital têm outra opinião. “A gente recebe todo suporte, a universidade é fantástica e de repente chegam alunos que começaram agora, que não conhecem tudo isso e, por mais problemas que a gente tenha aqui, dentro do hospital e fora, eu tenho muito orgulho de estudar aqui, me sinto muito bem preparada”, afirma Maria Flávia Ribeiro, estudante de medicina.

A universidade foi criada em 1933, como Escola Paulista de Medicina. Hoje tem 19 cursos de graduação, em várias áreas do saber. Há 15 dias, a instituição vem passando por troca de direção, depois de o reitor Ulysses Fagundes Neto ter renunciado ao cargo. Fagundes Neto é investigado por mau uso do cartão corporativo da universidade.

Segundo o reitor temporário da universidade, a avaliação do MEC ainda não levou em conta os cursos de humanas que a Unifesp oferece. “O próximo ranking provavelmente já vai aparecer com outros dados, já colocando Diadema, Guarulhos, que estão em fase de implantação”, afirma Marcos Pacheco de Toledo Ferraz.

O MEC avaliou as notas dos estudantes no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), a capacitação dos professores, a infra-estrutura e a opinião dos alunos.

A reitoria mudou e a diretoria do Hospital São Paulo, ligado à universidade, também. Nesta terça-feira (9), a associação que administra o hospital escolheu novos dirigentes.

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