Três rapazes agridem um senhor, que estava indo a caminho do trabalho em sua bicicleta, com um tapete de carro. A força do impacto leva o homem a se desequilibrar e cair no chão, como se não bastasse, ainda teriam gritado "ô nego". O absurdo dessa história de violência gratuita, pasmem, ainda tem um agravante.
O agravante maior:
Eles eram estudantes de Medicina.
Esse triste episódio, aconteceu em Ribeirão Preto-SP, e felizmente teve consequencias para os agressores: foram expulsos curso de Medicina do Centro Universitário Barão de Mauá e estão respondendo a um processo de agressão e racismo.
Mas o ponto da indignação está na questão da violência gratuita, do prazer em ver o outro sofrer, da suposta e pseudo superioridade que o uns sentem ter sobre os outros. O que faz alguem acreditar que pode ter o direito de agredir um semelhante por qualquer motivo que seja, e sem motivo então? Afinal, quais são os valores que predominam em nossa sociedade? Infelizmente o que parece estar na pauta do dia é que o TER está prevalecendo sobre o SER.
Nesse caso especificamente também vale ressaltar, o que dizer desses três jovens, que optaram pela Medicina, sem nenhuma consciência do mínimo que se espera de um ser humano: o respeito. Como alguem pode querer seguir uma carreira que privilegia acima de tudo a vida humana, se pratica um ato tão indigno, tão cruel pelo simples prazer de agredir? Que médicos estão se formando nas Faculdades de Medicina, parodiando o filme, será que estão sendo formados médicos ou monstros? Médicos que se dedicarão a vida de seus pacientes ou ao dinheiro que a promissora carreira pode oferecer?