Escolas Médicas do Brasil

MATO GROSSO: Curso de medicina pode ser implantado em 3 cidades - Sinop, Cáceres e Rondonópolis - parceria com a UFMT

 20/04/2011

 

Curso de medicina pode ser implantado em 3 cidades de MT

  

Sinop, Cáceres e Rondonópolis devem ser as próximas cidades a receberem cursos de graduação em medicina. A proposta é trabalhada pelo governo do Estado, mas ainda não tem projeções de quando se tornará realidade. No entanto, o secretário de Estado de Saúde, Pedro Henry, afirmou, em visita a Sinop, na semana passada, que estas "três demandas são prioridades".

O projeto, em Cáceres, é implantar o curso na Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat). Já em Rondonópolis, firmar parceria com uma instituição privada e, em Sinop, na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). A partir de instalado o curso (que normalmente tem durabilidade de cinco anos) e com a primeira turma formada, Henry prevê que cerca de 150 novos profissionais sejam lançados ao mercado de trabalho por ano.

Em Sinop, a implantação do curso já está com as negociações em andamento. Em março, a reitora Maria Lúcia Cavalli Neder antecipou que o pedido será analisado no próximo ano no Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni).

O secretário apontou ainda que, para a unidade sinopense, a administração deve auxiliar na ampliação da estrutura para o recebimento do curso. "Implementar a infraestrutura que for necessária, construção de laboratórios e de alguns outros equipamentos que precisam", disse.


 » Comentários


Carla | carla_45mt@htmail.com
11/04/2011 - 07:03
É com muita tristeza que vejo essa notícia de parceria com entidade particular, por que a UFMT de Rndonópolis não pode oferecer esse curso?


Santos | santosrm@hotmail.com
11/04/2011 - 04:54
É preocupante a notícia de se lançar um curso tão complexo que é a medicina com a "impecável" infraestrutura que conta nos campus da UFMT por todo o Estado. Sabemos que Mato Grosso necessita de médicos e que a saúde em nível de Brasil não esta nos moldes dos grandes países desenvolvidos, mas de que adianta oferecer o curso se ao mesmo não se oferece recurso pessoal e físico para manter o mesmo em nível excelente de qualidade. Vai ser como os cursos de Engenharia mecânica, ou de Engenharia ambiental dentre outros, como exemplo no campus de Rondonópolis, onde os alunos serão sim engenheiros, mas de carrinho de mão, e outros afins, pois sequer tem laboratórios especializados para aplicação das tradicionais teorias. Nos cidadãos temos que parar de ser acomodados e agir, fiscalizando o destino/necessidade do dinheiro público provenientes de nossos esforços para manter essa máquina. Até quando vamos viver assim...


Mauro Dias | mdis@hotmail.com
11/04/2011 - 04:00
Curso de Medicina de cinco anos.. onde?


Dércio Braga Santos | derciobraga@yahoo.com.br
11/04/2011 - 01:15
Como cidadão rondonopolitano é com muito pesar que ouço a questão de um curso com parceria com uma universidade particular. A comunidade universitária e os futuros estudantes devem mobilizar com afinco, afinal somos a segunda cidade de poder econômico do estado.


Rodolfo | Rodolfo1@hotmail.com
11/04/2011 - 08:42
Desconheço 1 unica faculdade no Brasil que tenha duraçao de 5 anos em medicina conforme informado no texto. Todas são 6 anos!!


Comentário do Coordenador do Site:  Da forma liberal e irresponsável dos procedimentos das Escolas privadas, federais e estaduais, em parceria política, logo teremos os 30.000 médicos que a Presidenta Dilma quer e solicitou ao ministro Haddad. Com certeza, o sinal verde foi dado. Será o fim da profissão médica e da qualidade dos serviços a serem prestados aos brasileiros. Ao contrário do que pensa o ministro da Saúde e demais autoridades políticas, isto não resolverá o desastre no atendimento do SUS. Os erros médicos aumentarão vertiginosamente e os verdadeiros médicos serão, em pouco tempo, uma "raça em extinção". Que Deus proteja o Brasil dessas decisões inconsequentes e lamentáveis! 

Prof. Dr. Antonio Celso Nunes Nassif  -  Doutor em Medicina - ex.presidente da Associação Médica Brasileira.



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