Escolas Médicas do Brasil

Docentes do curso de Medicina da UGF continuarão mobilizados

 20/03/2012

Docentes do curso de Medicina da UGF continuarão mobilizados

 

No dia 1º/3, os médicos/professores da Universidade Gama Filho suspenderam as atividades acadêmicas nas enfermarias 28ª (Ginecologia), 33ª (Obstetrícia), o Pavilhão São Miguel (Dermatologia), o Serviço de Psiquiatria, o Hospital São Zacarias (Pediatria) e o Hospital da Gamboa (Ortopedia). Eles deliberaram que os docentes e/ou chefes de serviço que obstruíssem ou se recusassem a apoiar as decisões do coletivo estariam rompendo com o compromisso da irmandade e ao mesmo tempo contrariando o Código de Ética Médica.

No último dia 19/3, eles tomaram conhecimento de que os serviços de Obstetrícia, Dermatologia e Pediatria continuaram tendo as aulas ministradas por médicos que não faziam parte do quadro de professores da universidade, entre eles o Dr. Jorge Rezende Filho e o Dr. Carlos Montenegro, chefe de clínica da maternidade e atual diretor do curso de Medicina da UGF, nomeado pelo Grupo Galileu. Os médicos/professores chegaram a fazer um abaixo-assinado pedindo apoio ao movimento, no qual manifestaram a sua "discordância e indignação, considerando que o médico deve ser solidário aos movimentos de defesa da dignidade profissional, seja por remuneração digna e justa, seja por condições de trabalho."

Eles lutam pela reintegração de todos os docentes demitidos arbitrariamente pela direção da universidade, o pagamento de todos dos direitos trabalhistas, e a retomada do convênio entre a UGF e o Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. O SinMed/RJ e o Sinpro-Rio ingressaram com várias ações na justiça para garantir todos os direitos dos médicos docentes.


 

Provedor da Santa Casa proíbe UGF de utilizar seu hospital como área de ensino do curso de Medicina

 

Os médicos/professores da Universidade Gama Filho que exercem a docência nas unidades da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro estão comemorando uma importante vitória. Em assembleia realizada no dia 19/3, o Provedor da irmandade, Dr. Dahas Zarur, assinou uma resolução interna acatando a solicitação feita pelos docentes de proibir a utilização das unidades de saúde da instituição como área de ensino da UGF. A medida entra em vigor nesta 3ª feira, dia 20/3. As aulas práticas dos alunos da UGF já estavam suspensas desde o dia 1º/3, quando os profissionais decidiram parar em defesa da manutenção do convênio entre as duas instituições e em protesto às demissões em massa e ao não pagamento de salários e direitos trabalhistas por parte da universidade e pelo Grupo Galileo, seu gestor. Diante da constatação de que alguns profissionais extra quadro estavam ministrando aulas, contrariando as decisões tomadas pela categoria, os docentes decidiram solicitar a intervenção da provedoria.

"O que não pode é a Universidade Gama Filho continuar a colocar alunos na Santa Casa tendo deixado de pagar o convênio desde novembro do ano passado e não tendo reintegrado os profissionais que demitiu, contrariando uma decisão da justiça", destacou o Dr. Jorge Luiz do Amaral, professor da UGF e diretor do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed/RJ). A assembleia desta 2ª feira contou com a participação do Dr. Jorge Darze, Presidente do SinMed, Professor Marcos Moraes, Presidente da Academia Nacional de Medicina, Dr. Sylvio Capanema, Desembargador e Mordomo da Santa Casa, Professor Sérgio Novis, Dra. Erika Monteiro Reis, Conselheira do Cremerj, Dr. Jorge Amara, Professor Wanderley Quêdo, Presidente do Sinpro-RJ e do Dr. Zarur.

O Vereador Carlos Eduardo (PSB), atendendo à solicitação do SinMed, telefonou para o Prefeito Eduardo Paes a quem solicitou o agendamento de audiência para falar sobre a situação da UGF e a abertura irregular do Hospital da Barra como hospital escola da instituição. O parlamentar assumiu o compromisso de realizar, após o encontro com o prefeito, uma audiência pública na Câmara Municipal para discutir o tema, com a presença do Secretário Municipal de Saúde, Hans Dohmann, e de representantes do Cremerj.

O assunto foi discutido em audiência pública realizada, no último dia 14/3, na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Os parlamentares membros da comissão anunciaram que vão oferecer denúncia ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público do Trabalho sobre o desrespeito que tem sido cometido pelo grupo Galileo e pela UGF. O Deputado Paulo Ramos (PDT) já colheu 30 assinaturas em requerimento que solicita a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Alerj para investigar as universidades particulares.



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