Escolas Médicas do Brasil

Cursos superiores na mira do MEC

 30/08/2008

77 cursos superiores estão na mira do MEC

49 são de pedagogia, 11 de normal superior e 17 de medicina.
Cursos podem ter corte de vagas e ter de apresentar melhorias.

Do G1, com informações do Jornal Nacional

Na mira do Ministério da Educação (MEC) estão 77 cursos superiores com desempenho abaixo do satisfatório: 49 de pedagogia, 11 de normal superior e 17 de medicina. Todos ficaram com as piores notas no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) e no Indicador de Diferença entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD), que mede quanto o aluno aprendeu durante a faculdade.

Veja o site do Jornal Nacional

Nesta quarta-feira (27), o MEC divulgou corte de 54% das vagas dos cursos de direito do país. Segundo o MEC, algumas faculdades de pedagogia já tiveram as atividades suspensas. Nos cursos de medicina, o diagnóstico preliminar indica que haverá punições. 

 

“Pode haver corte de vagas, melhoria da formação do corpo docente, pessoal mais titulado, com melhor titulação, necessidade de rever, quando for o caso, os convênios estabelecidos com os hospitais”, afirma Ronaldo Mota, Secretário de Educação Superior do MEC.

Para a presidente da Associação Universitária de Pedagogia do Brasil, Wania Maria Madeira da Fonseca, o mau desempenho está relacionado à multiplicação das graduações. “Temos de abrir as portas da universidade, mas nós temos que fazer um nivelamento quando aluno entra. E temos de cuidar para que o aluno aprenda os pré-requisitos mínimos para a sua profissionalização”, afirma. 

O número de cursos de medicina mais do que dobrou na última década. O país já é o segundo no mundo com o maior número de graduações: 173.

Em São Paulo, um outro exame, o do Conselho Regional de Medicina (CRM) , comprovou a piora na qualidade do ensino. O índice de reprovados, que era de 31% dos formandos em 2005, subiu para 56% no ano passado.

O conselho diz que há uma relação direta entre as denúncias de maus profissionais e as escolas menos qualificadas. O diretor do CRM, Bráulio Luna, defende um exame obrigatório aplicado por uma instituição independente como requisito para exercer a profissão. “Só assim a sociedade estará segura de que os médicos que estão atendendo têm uma boa formação ou têm potencial de desenvolver um bom atendimento.” 

Leia mais notícias de Vestibular e Educação


TAGS