Escolas Médicas do Brasil

ULBRA - é grave a situação na Instituição.

 13/04/2009

 

 Este é o Ofício enviado pelo CAMU (ULBRA) ao MEC

 

Porto Alegre, 12 de abril de 2009.

A/C

Ao Ilmo. Sr. Fernando Haddad, Ministro da Educação;

Ao Ilmo. Sr. Jose Henrique Paim Fernandes, Secretário Executivo do Ministério da Educação;

À Ilma. Sra. Maria Paula Dallari Bucci, Secretária da Educação Superior do Ministério da Educação.

O Centro Acadêmico de Medicina da ULBRA (CAMU), órgão de representação dos acadêmicos do Curso de Medicina da ULBRA, vem respeitosamente por meio desse ofício comunicar a grave situação que está ocorrendo na Universidade Luterana do Brasil (ULBRA).

Conforme foi relatado na reunião realizada no dia 04 de dezembro de 2008 entre os representantes do MEC (Maria Paula Dallari Bucci, Celso Araújo, Jose Henrique Paim Fernandes), o Centro Acadêmico de Medicina – ULBRA com a participação do Deputado Federal Darcísio Perondi, a UniversidadeLuterana do Brasil, com sede administrativa em Canoas/RS, vem passando por
uma grave crise financeira a qual vem ocasionando repetidos atrasos no pagamento de professores e de funcionários.

Até o dia 28 de fevereiro de 2009 estavam em aberto 3 folhas salariais, perante a ameaça de não iniciar o ano letivo a ULBRA realizou um acordo judicial com os professores (mediado pelo Sindicato dos Professores – SINPRO/RS) de parcelamento dos salários atrasados, pagamento do salário
de fevereiro e a promessa de realizar os próximos pagamentos em dia. No entanto, esse acordo não foi cumprido pela ULBRA no dia 03 de abril. No dia 07 foi realizada uma Assembléia Geral dos Professores, na qual foi instaurada greve dos professores da ULBRA devido ao descumprimento do acordo judicial.

No dia 08 de abril ocorreu a paralisação das aulas, sendo que ocorreu adesão majoritária dos professores nos campi de Canoas, Guaíba e Gravataí e se estenderá aos demais campi, prejudicando a formação de 150 mil alunos que buscam na ULBRA fundamentalmente uma formação de qualidade para que num futuro próximo possam contribuir com o desenvolvimento de nosso país.

Particularmente no Curso de Medicina, apesar de contarmos com um notável corpo docente, o qual vem valorosamente suportando a crise em privilégio da boa formação de seus alunos, e também com uma excelente infraestrutura que condiz com as necessidades educacionais e sociais, devido ao
agravamento da crise financeira e administrativa os acadêmicos de medicina estão preocupados com os possíveis prejuízos que esse problema trará a formação médica. Além disso, com a redução drástica do volume de atendimento nos Hospitais do Complexo Hospitalar – ULBRA, especialmente
em seu Hospital Universitário, esta havendo um prejuízo nas atividades práticas e estágios curriculares.

Diante dos graves acontecimentos que vêem ocorrendo na ULBRA e a falta de perspectivas de resolução definitiva da crise que assola a Universidade, solicitamos ao Ministério da Educação o envolvimento nessa questão tomando as medidas cabíveis (vistorias e intervenções), levando em
consideração ações de saneamento educacionais e administrativas, para a busca de soluções definitivas que garantam a viabilidade do Curso de Medicina da ULBRA. Essas medidas devem ser adotadas com rapidez, pois a estagnação do funcionamento da ULBRA gera perdas educacionais e sociais com conseqüências incalculáveis para a sociedade.

No aguardo de soluções

Atenciosamente,
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Vinicius Pena Coutinho Cleber Santos Júnior
Presidente do CAMU Vice-presidente do CAMU

 

Obs: Recebemos hoje a informação de que toda a Instituição está PARALIZADA sob GREVE GERAL.

 


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